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Visualização dos artigos postados: Novembro 2008

Nov302008

Mãe de três filhos tem de provar que é mulher para mudar nome e sexo

Mãe de três filhos, a empregada doméstica Ivone Carmo da Silva, de 33 anos, finalmente conseguiu provar à Justiça brasileira que é mulher e que seu primeiro nome - Ivonei - foi registrado com erro na certidão de nascimento.

 

Ela tentou outras duas vezes mudar o documento que provocava constrangimentos em seu cotidiano desde que se entendeu por gente. Pobre e analfabeta, ela conta que a tarefa parecia sempre tão difícil que ela desistiu. Desta vez, só foi possível graças à percepção de um pastor evangélico e à ajuda de um casal de advogados que aceitou interceder por ela à Justiça sem cobrar pelo serviço. 

 

Ivone, que completará 34 anos no próximo dia 16 de dezembro, só agora vai poder mudar seu nome para Ivone e, com a retificação da informação sobre sexo na certidão, solicitar título de eleitor, inscrição no CPF e carteira de trabalho.

Com os documentos em mão, ela vai voltar a solicitar novamente a inclusão de seu nome no Bolsa-Família. Em 2003, quando ainda morava no Recife, ela conseguiu o cartão, mas, sem documentos, não podia retirar o dinheiro.

 

"A assistente social me falou: 'você não tem CPF, você não é ninguém." Agora com a possibilidade de votar e de ter conta bancária, Ivone também planeja oficializar sua união com o metalúrgico Cícero Gomes da Silva, com quem vive há 11 anos. Ela, que nunca freqüentou escola, pretende também iniciar um curso supletivo.

 

A vida de Ivone mudou em 25 de novembro, quando a juíza Iohana Frizzani Exposito, do Fórum de Itatiba, cidade localizada a 84 km de São Paulo, aceitou o pedido de retificação de seu registro civil.

"Ficou comprovado pela prova testemunhal, documental e pericial que a requerente é do sexo feminino, apesar de constar em seu registro de nascimento que é do sexo masculino", diz a sentença.  

 

Embora a juíza tenha constatado na primeira audiência que Ivone é mulher, o Ministério Público de Itatiba decidiu, por prudência, pedir provas. A doméstica teve de submeter-se a exame clínico no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O médico constatou que Ivone "possui órgão genital compatível com o sexo feminino, mamas desenvolvidas e cicatriz de parto normal." A doméstica diz que passar pelo exame foi constrangedor, mas considerou natural. "A gente fica só um pouco nervosa", afirmou.

Ivonei não conseguiu descobrir como foi que o erro surgiu quando seu pai a registrou no cartório de São João do Meriti, no Rio de Janeiro, há 34 anos. O marido dela, Cícero, supõe que o sogro tenha confundido a palavra 'feminino' com 'masculino'.

"Ele também era analfabeto e pode ser que tenha confundido ou a pessoa do cartório confundiu", afirmou. Para a advogada Elizabete Peixoto, o funcionário do cartório pode ter errado ao supor tratar-se de um menino a partir do nome sugerido pelo pai.

 

Ao completar 18 anos, Ivone tentou mudar o registro para retirar a carteira de trabalho e desistiu porque o documento não batia. "Não sabia direito como fazer, não tinha orientação de ninguém", contou ela.

 

Há quatro anos em São Paulo, Ivone pediu que familiares retificassem o registro, mas os funcionários exigiram sua presença em São João do Meriti. "Minha sogra mora no Rio e tentou resolver, mas tinha que entrar com ação judicial", conta Cícero.

Outro choque com a realidade ocorreu quando Cícero tentou oficializar a união dos dois. "A moça disse que no Brasil não existe casamento de homem com homem", afirmou. 

 

Ivone conta que embora a certidão de nascimento aponte sexo masculino ela não teve problemas para receber atendimento médico em maternidades públicas ao dar à luz os três filhos. O nome da mãe, no entanto, aparece como Ivone na certidão de nascimento dos filhos, que também terão de ser retificadas. 

Evangélicos, Ivone e Cícero freqüentavam a Igreja Cristo Pentecostal no Brasil, que orienta os fiéis a regularizarem sua situação civil. O pastor Pedro Márcio da Silva notava que a família visitava a igreja e depois sumia por algumas semanas. Questionados sobre o motivo do distanciamento, eles contaram o problema.

 

"Eles quiseram entrar em comunhão, mas para ser membro da igreja tem de ser casado legalmente. Eles não podiam porque não tinham o documento", disse o presidente da igreja na região de Campinas, Paulo Galvão.

 

Galvão mobilizou o casal de advogados Luiz Peixoto e Elizabete Gomes dos Santos Peixoto, que entraram na Justiça em 26 de fevereiro de 2008 com o pedido de retificação. Moradora na periferia de Itatiba e sem condições de pagar os honorários, Ivone teve atendimento gratuito. O processo demorou nove meses. "Estou nascendo agora", disse ela.


É INCRÍVEL COMO A BUROCRACIA É "CEGA" OU SE FAZ DE TAL, ELA QUANDO LEVADA AO EXTREMO CAUSA ESSES TIPOS DE CONSTRAGIMENTO E PERCA DE TEMPO. HÁ MUITO O QUE MELHORAR, MAS LEVANDO PARA O LADO DA ADMINISTRAÇÃO, QUANTO MAIS RÁPIDO FOR A INFORMAÇÃO MAIS EFICAZ E EFICIENTE SERÁ AS TOMADAS DE DECISÕES.

POSTADO POR ALFREDO MOREIRA LIMA NETO

Admin · 38 vistos · 0 comentários
Nov292008

Remessas de brasileiros no exterior aumentam em 50%
BBC Brasil

 

Os brasileiros residentes no exterior aproveitaram o mês de outubro para remeter um volume de dólares acima da média ao Brasil. De acordo com dados do Banco Central, o ingresso de moeda americana por meio de remessas de residentes no exterior foi de US$ 345 milhões, número 50% superior ao registrado em setembro.

O volume oriundo dos Estados Unidos aumentou 34% e o do Japão subiu 63%. Já os ingressos de "demais países" foram 64% maiores no mês. A valorização do dólar é apontada como a principal explicação para o aumento.

A diferença no câmbio beneficia aqueles que recebem em moeda estrangeira e estimula as remessas para o Brasil, pois a conversão, em geral, passa pela moeda americana. Como o resultado da conversão é um montante maior em reais, os residentes no exterior aproveitaram para aumentar o volume de remessas.

Retorno
Mas essa não é a única razão para o maior ingresso de dólares, segundo especialistas, que apontam ainda mais duas outras prováveis explicações. "Os brasileiros estão desconfiados em relação ao sistema financeiro americano", diz Zory Muñoz, diretora da Money Express, empresa de transferência de recursos especializada em atender brasileiros que moram nos Estados Unidos.

Segundo Zory, os imigrantes brasileiros têm demonstrado receio em deixar suas economias nos Estados Unidos, com medo de que novas instituições financeiras sejam afetadas pela crise. "Por isso, muitos estão preferindo enviar suas economias para o Brasil", diz.

Segundo ela, alguns clientes já comentam sobre a possibilidade de voltar ao Brasil. A remessa dos dólares pode ser interpretada, de acordo com Zory, como um sinal de que os brasileiros estão se preparando para voltar à terra natal.

O Itamaraty confirma essa tendência. O serviço consular não tem números, mas afirma que seus postos nos Estados Unidos têm sido cada vez mais procurados por pessoas interessadas em voltar para casa.

"Além do agravamento da crise financeira, existe ainda um outro fator, que chamamos de cansaço da ilegalidade", diz uma fonte do Itamaraty. Segundo estimativa do Ministério das Relações Exteriores, cerca de 3,5 milhões de brasileiros, incluindo os ilegais, vivem em outros países. Desse total, 1,2 milhão estão nos Estados Unidos.

Queda
Dados do Banco Mundial mostram que as remessas de emigrantes para países em desenvolvimento deverão somar US$ 283 bilhões em 2008, número 6,7% maior do que o registrado em 2007. Apesar do crescimento, a tendência é desaceleração, em função da crise financeira internacional.

A previsão do Banco Mundial é de queda no total de remessas a partir de 2009, quando o volume deverá ficar 0,9% menor.

Postado por:Iago Cavalcanti Amorim

Link:

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200811290002_BBB_77663570

 


Admin · 47 vistos · 0 comentários
Nov282008

Estudo revela que problemas de comunicação interna interferem na produtividade




Por Pollyanna Melo com informações de assessoria - www.administradores.com.br

 

 

De acordo com os resultados do 8º Relatório Anual de Produtividade Proudfoot, as empresas brasileiras poderiam obter maiores ganhos em produtividade do que companhias de outros países, mas enfrentam vários entraves, como problemas de comunicação interna. Os gestores brasileiros acreditam que suas empresas poderiam aumentar sua produtividade em 17,7% nos próximos dois anos, 4 pontos acima da média global e o nível mais alto relatado na pesquisa, que incluiu 1272 executivos de 12 países (Austrália, Canadá, Brasil, Rússia, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Alemanha, Índia, África do Sul e Espanha). Confirmando o otimismo dos executivos brasileiros, a pesquisa apontou que os gestores acreditam que suas empresas chegarão a atingir 85% destes ganhos potenciais de produtividade.

Este otimismo poderia, contudo, mascarar a realidade, pois os trabalhadores brasileiros se mostram menos produtivos do que nos últimos anos. Uma análise realizada pela Proudfoot revelou que o tempo que os trabalhadores brasileiros gastam com atividades improdutivas subiu para 39,8% da semana de trabalho em 2007, o que equivale a dois dias inteiros de improdutividade semanais. Esta é uma alta de 8 pontos em relação aos índices de 2006. Apesar do aumento do tempo improdutivo dos funcionários, 94% dos gestores brasileiros pesquisados avaliam que a produtividade de sua empresa está acima da média, os maiores índices de qualquer país listado na pesquisa.

Os gestores no Brasil e nas outras economias do BRIC se mostram mais otimistas sobre a capacidade de suas empresas obterem ganhos potenciais de produtividade do que os outros países em economias mais maduras. “Houve um aumento de produtividade significativo nas empresas em todo o mundo nos últimos anos,” afirmou Luiz Carvalho, CEO da Proudfoot, sediada em Atlanta. “Entretanto, o aspecto de maior destaque foi o desempenho de empresas nos mercados emergentes, inclusive o Brasil.”

“O Brasil está tendo uma oportunidade excepcional,” observou Carvalho. “Se as empresas brasileiras conseguirem atingir estes ganhos potenciais de produtividade, haverá oportunidades extraordinárias para elas no Brasil, na América Latina e no mercado global. O fator decisivo para ter acesso a estas oportunidades é solucionar e superar as barreiras críticas para o aumento da produtividade.”

Os gestores entrevistados em vários países citaram problemas com a mão-de-obra disponível e a falta de trabalhadores qualificados como o principal entrave a uma maior produtividade, seguidos por problemas de comunicação interna, barreiras legislativas e regulatórias, baixa moral dos funcionários, alta rotatividade de pessoal e qualidade dos supervisores.

Por outro lado, os gestores brasileiros citaram os problemas de comunicação interna como sendo a principal barreira para obter maior produtividade no mercado. Esta barreira foi mencionada por 47% dos gestores brasileiros, quase o dobro da média global.

“Quando analisamos os problemas de comunicação interna no Brasil, descobrimos que o ponto central do problema está na comunicação de cima pra baixo e na comunicação entre departamentos,” explicou Carvalho. “30% dos gestores brasileiros afirmaram ter dificuldades para se comunicar entre departamentos, o terceiro maior nível de qualquer país pesquisado, e o maior entre os países do BRIC. Da mesma forma, o Brasil se classificou em segundo lugar nos países pesquisados em relação a problemas com comunicação de cima para baixo.”

A baixa moral dos funcionários e da motivação foi a segunda principal barreira aos ganhos de produtividade citada pelos gestores brasileiros. A seguir vieram os problemas com as tecnologias de informação e de comunicação, a falta de vontade da gestão sênior em implementar programas de mudança, e a falta de alinhamento entre o desempenho do funcionário e métricas de bônus e objetivos corporativos. “É essencial que as empresas alinhem corretamente suas métricas de desempenho e planos de incentivo aos objetivos corporativos,” explicou João Currito, presidente da unidade brasileira da Proudfoot. “Se as métricas e programas de incentivo estiverem mal alinhados, você incentiva funcionários e gestores a se dedicar a atividades que vão à direção oposta de seus objetivos de negócio. Isso é contraproducente, e prejudica a capacidade da empresa de aprimorar sua produtividade em áreas-chave.”

O estudo também revelou que os gestores brasileiros passam quase metade de seu tempo (49,5%) envolvidos em atividades administrativas, 7 pontos acima da norma global e o segundo maior índice entre os países pesquisados (a China ficou em primeiro lugar, com 50,5%). Em outras palavras, os gestores brasileiros passam quase 2,5 dias por semana envolvidos com tarefas administrativas. Quando indagados como prefeririam distribuir seu tempo, os gestores brasileiros sugeriram alocar 36,6% de seu tempo com tarefas administrativas.

A diferença de 13 pontos entre o índice atual e o ideal pode ser uma das principais soluções para aumentar a produtividade do funcionário. “Nossa análise apontou uma correlação entre a maneira que os gestores alocam seu tempo e a produtividade do funcionário,” explicou Carvalho. “Se houver um aumento de 10 pontos no tempo que um gestor passa em supervisão ativa dos funcionários, ocorre um aumento de Dois pontos no tempo produtivo do trabalhador. No Brasil, esta diferença de 13 pontos poderia ser traduzida em um aumento de 2,6% em produtividade de funcionários.” Os gestores no mundo inteiro passam apenas 7% de seu tempo supervisionando ativamente seus funcionários.

 

 

Postado por: Daílson Gemaque da Silva

 


Admin · 60 vistos · 0 comentários
Nov282008

Imazon: ritmo de devastação da Amazônia caiu 81% entre outubro de 2007 e 2008
Desflorestamento no PA equivale a metade do total no mês passado.
Ao todo, a ONG registrou 102 km² de desmatamento em outubro de 2008.


Admin · 54 vistos · 0 comentários
Nov272008

Governo apresenta projeto de construção de 7 presídios para jovens e adultos
Investimento nos presídios para 421 detentos será de R$ 105 milhões.
Tarso disse que Brasil quer chegar ao índice de criminalidade chileno.


Admin · 35 vistos · 0 comentários

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